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Nanda.
17 February 2011 @ 10:06 am
 Day 30: Your reflection in the mirror.

Então é isso. Tudo é medo. 

De onde surge isso? Seu medo de falhar, seu medo de falar, seu medo da solidão e seu medo de tudo... 

Fugir não é uma opção, você sempre volta. Onde quer que esteja, há sempre o mesmo assombro e as mesmas dores. 

Tudo é dor. E você se abandona... Assim é mais fácil. 

O que você quer? Você não sabe nem o que quer. Perdeu-se, completa e definitivamente. Todo o esforço em nome de uma perfeição que não pertence a este mundo, e para que? Tudo jogado para o alto. 

Em nome de que? Aceitação...Quanta ingenuidade achar que se deixar destruir pelos sonhos de uma outra pessoa é algo perto de felicidade. 

E aqui está você, enlouquecida e em dor. 

E agora? Todo o sangue derramado vale alguma coisa? 

Sei dos seus desejos de se deixar levar por um caminho sem volta. É isso? Desistir, depois de toda uma vida miserável? 

Tudo é cansaço. 

Tudo o que foi vivido e visto te marcou, cada imagem, som ou palavra. Mas quantos seguem mesmo assim? Por que parar? 

Por que carregar essa face de doença, tão marcada, desgostosa e pálida? Apenas para mostrar o quanto você NÃO vale? 

Ninguém se importa... 

Não sei como ainda não fez algo mais drástico e definitivo. 

Tudo se resume ao ódio que você sente... um desprezo absurdo de si mesma e um descaso com a própria vida. 

E você diz que foram suas perdas. Suas, de mais ninguém. Sempre esteve sozinha, abandonada à própria sorte, e perdendo. Sangrando e deixando esvair uma vida preciosa, que nunca foi sua. A culpa te pertence. Te marca e te mata, dia após dia. 

Então suma. Se mate de fome. Desapareça em meio à loucura absurda e aos seus delírios de morte. Não é isso que sempre quis e esperou? 

Não conte seus dias. Apenas vá esgotando seu tempo e seu mundo. 

Talvez você ainda tire alguma lição disso tudo. Por enquanto, faça o que quiser. Eu já não me importo. 
 
 
Current Mood: annoyedannoyed
Current Music: Try, try, try - Smashing Pumpkins
 
 
Nanda.
24 July 2010 @ 06:10 pm
Day 1 — Your Best Friend
Day 2 — Your Crush
Day 3 — Your parents
Day 4 — Your sibling (or closest relative)
Day 5 — Your dreams
Day 6 — A stranger
Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush
Day 8 — Your favorite internet friend
Day 9 — Someone you wish you could meet
Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to
Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to
Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain
Day 13 — Someone you wish could forgive you
Day 14 — Someone you’ve drifted away from
Day 15 — The person you miss the most
Day 16 — Someone that’s not in your state/country
Day 17 — Someone from your childhood
Day 18 — The person that you wish you could be
Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad
Day 20 — The one that broke your heart the hardest
Day 21 — Someone you judged by their first impression
Day 22 — Someone you want to give a second chance to
Day 23 — The last person you kissed
Day 24 — The person that gave you your favorite memory
Day 25 — The person you know that is going through the worst of times
Day 26 — The last person you made a pinky promise to
Day 27 — The friendliest person you knew for only one day
Day 28 — Someone that changed your life
Day 29 — The person that you want tell everything to, but too afraid to
Day 30 — Your reflection in the mirror

P.S.: Roubado de alguns lugares por aí. Precisarei de mais dias para escrever as cartas que nunca mandei, acho.
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Current Mood: crazycrazy
Current Music: Shock Me - Red House Painters
 
 
Nanda.
05 June 2010 @ 10:03 am
disorders


"Nascemos podres de corpo e alma, somos congenitamente inadaptados; suprimam o ópio, não suprimirão a necessidade do crime, os cânceres do corpo e da alma, a inclinação para o desespero, o cretinismo inato, a sífilis hereditária, a fragilidade dos instintos; não impedirão que haja almas destinadas a seja qual for o veneno, veneno da morfina, veneno da leitura, veneno do isolamento, veneno do onanismo, veneno dos coitos repetidos, veneno da arraigada fraqueza da alma, veneno do álcool, veneno do tabaco, veneno da anti-sociabilidade.

Há almas incuráveis e perdidas para o restante da sociedade. Suprimam-lhes um dos meios para chegar à loucura: inventarão dez mil outros. Criarão meios mais sutis, mais selvagens; meios absolutamente desesperados.

A própria natureza é anti-social na sua essência - só por uma ususrpação de poderes que o corpo da sociedade consegue reagir contra a tendência natural da humanidade.

Deixemos que os perdidos se percam: temos mais o que fazer do que tentar uma recuperação impossível e ademais inútil, odiosa e prejudicial.

Enquanto não conseguirmos suprimir qualquer uma das causas do desespero humano, não teremos o direito de tentar a supressão dos meios pelos quais o homem tenta se livrar do desespero.

Pois seria preciso, inicialmente, suprimir esse impulso natural e oculto, essa tendência ilusória do homem que o leva a buscar um meio, que lhe dá a idéia de buscar um meio para fugir às suas dores.


Além do mais, os perdidos são perdidos por sua própria natureza; todas as idéias de regeneração moral de nada servem; há um determinismo inato, há uma incurabilidade definitiva no suicídio, no crime, na idiotia, na loucura. Há uma invencível corneação entre os homens: há uma fragilidade do caráter, há uma castração do espírito.

A afasia existe, a tabes dorsalis existe, a meningite sifilitica, o roubo, a usurpação. O inferno já é deste mundo e há homens que são desgraçados, fugitivos do inferno, foragidos destinados a recomeçar eternamente sua fuga. E por aí afora.

O homem é miserável, a carne é fraca, há homens que sempre se perderão. Pouco importa os meios para perder-se: a sociedade nada tem a ver com isso."  Demonstramos – não é? – que ela nada pode, que ela perde seu tempo, que ela apenas insiste em arraigar-se na sua estupidez.

(...)

Desgraçadamente para a doença, a medicina existe.

Todas as leis, todas as restrições, todas as campanhas contra os estupefacientes somente conseguirão subtrair a todos os necessitados da dor humana, que têm direitos imprescritíveis no plano social, o lenitivo dos seus sofrimentos, um alimento que para eles é mais maravilhoso que o pão, e o meio, enfim, de reingressar na vida. Antes a peste que a morfina, uiva a medicina oficial; antes o inferno que a vida.

E é aqui que a canalhice do personagem abre o jogo e diz a que vem: em nome, pretende ele, do bem coletivo. Suicidem-se, desesperados, e vocês, torturados de corpo e alma, percam a esperança. Não há mais salvação no mundo. O mundo vive dos seus matadouros.
E vocês, loucos lúcidos, sifilíticos, cancerosos, meningíticos crônicos, vocês são incompreendidos. Há um ponto em vocês que médico algum jamais entenderá e é este ponto, a meu ver, que os salva e torna augustos, puros maravilhosos: vocês estão além da vida, seus males são desconhecidos pelo homem comum, vocês ultrapassam o plano da normalidade e daí a severidade demonstrada pelos homens, vocês envenenam sua tranqüilidade, corroem sua estabilidade. Suas dores irreprimíveis são, em essência, impossíveis de serem enquadradas em qualquer estado conhecido, indescritíveis com palavras.

Suas dores repetidas e fugidias, dores insolúveis, dores fora do pensamento, dores que não estão no corpo nem na alma mas que têm a ver com ambos. E eu, que participo dessas dores, pergunto: quem ousaria dosar nosso calmante? Em nome de que clareza superior, almas nossas, nós que estamos na verdadeira raiz da clareza e do conhecimento? E isso, pela nossa postura, pela nossa insistência em sofrer. Nós, a quem a dor fez viajar por nossas almas em busca de um lugar mais tranqüilo ao qual pudéssemos nos agarrar, em busca da estabilidade no sofrimento como os outros no bem-estar. Não somos loucos, somos médicos maravilhosos, conhecemos a dosagem da alma, da sensibilidade, da medula, do pensamento. Que nos deixem em paz, que deixem os doentes em paz, nada pedimos aos homens, só queremos o alívio das nossas dores. Avaliamos nossas vidas, sabemos que elas admitem restrições da parte dos demais e, principalmente, da nossa parte. Sabemos a que concessões, a que renúncias a nós mesmos, a que paralisias da sutileza nosso mal nos obriga a cada dia. Por enquanto, não nos suicidaremos. Esperando que nos deixem em paz.
(Antonin Artaud)
 
 
Current Mood: nauseatednauseated
Current Music: Siren - Tori Amos
 
 
Nanda.
02 February 2010 @ 09:43 pm




"What, are you a genius or something?"

Doctor Reid: "I don't believe that intelligence can be accurately quantified, but I do have an IQ of 187, an  eidetic memory, can read 20,000 words per minute.
[...]
Yes, I'm a genius."







Postando apenas para aproveitar o tempo livre que ainda me resta...O semestre mal começou e as reações de pânico total já estão presentes. G_G
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Current Mood: productiveproductive
Current Music: Baker Baker - Tori Amos
 
 
Nanda.
23 December 2009 @ 01:10 pm









- I just...I know that he's still
locked in there somewhere.

- Kid. You're gonna have to accept the fact
that sometimes we can't save everyone.
 
 
Current Mood: listlesslistless
Current Music: The Eternal - Joy Division
 
 
Nanda.
20 December 2009 @ 06:20 pm

                                                                 



Ofício no altar terrestre,
Roseiras dando-se as mãos,
Iluminações na usina.
O filho pródigo
Despenteou as nuvens,
Levanta a saia das árvores,
Abraça o amigo e o inimigo.
Navios batendo palmas
O esperam na enseada.

Ordenam a sinfonia:
Nijinski dançando no arco-íris
Reconcilia o céu e a terra.
 
 
Current Mood: numbnumb
 
 
Nanda.
18 December 2009 @ 01:56 am
love
 
 
Current Mood: sicksick
 
 
Nanda.
03 December 2009 @ 10:20 pm
Pegue um dicionário, abra em uma página qualquer e pegue a primeira palavra que você vir. Procure no google e poste a primeira imagem que aparecer nos resultados.

E a palvra foi: meditativo


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Current Mood: thoughtfulthoughtful
Current Music: A Stranger - A Perfect Circle
 
 
Nanda.
02 December 2009 @ 11:06 am

"Iremos descobrindo paisagens modelares,
a luz cai direto sobre as casas amarelas,
o amor tomou banho.
Margearemos a lagoa de águas tranquilas,
saneada por um distinto engenheiro alemão.
Jardins comportados, gramas bem aparadas, morros polidos,
nenhum pássaro rompe a calma do ar com um grito agudo,
caminharemos devagar como pessoas do outro mundo...
Abafando a explosão de nossas almas despedaçadas."

(Murilo Mendes)
 
 
Current Mood: hyperhyper
Current Music: Straight Shooter - The Mamas & The Papas
 
 
Nanda.
02 December 2009 @ 10:58 am
Answer the questions below, do a Google image search with your answer, take a picture from the first page of results, and do it with minimal words of explanation.

Read more... )

1. The age at your next birthday.




2. A place you'd like to travel to.

Glastonbury

3. Your favorite place.



4. Your favorite food.



5. Your favorite pet.




6. Your fav. colour combination.






7. Your favourite piece of clothing.



8. Your all-time fav. song.




9. Your all-time fav. tv show.



10. The town in which you live in.


Somewhere between and and then, back to *gypsy feelings* Confused?

11. Your screen name/nickname.




12. Your first job.




13. Your dream job.




14. A bad habit you have.




15. Your worst fear.

to be left...



16. The one thing you'd like to do before you die.



 
 
Current Mood: geekygeeky
Current Music: Goodbye to Pisces - Tori Amos